TAVAREDE
Ode à terra e à vida
Nasci e fui menino
de minha Mãe.
Brinquei com meninos também.
Na terra onde cresci
o sino eu sempre ouvi.
Ele dizia das obrigações e novenas
e nas jornas dobravam as pernas.
Vi a submissão do povo cavador
que o seu suor limpava
do rosto cansado para rezar.
O povo também cantava
e com ele cantei
nas festas que hoje lembrei.
Mas se agora já não canto como sei,
o que disto sobrevive
é o amor à terra e à vida
que sempre tive.
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domingo, 3 de junho de 2018
quinta-feira, 6 de maio de 2010
"Pretérito"

Equação
O nosso amor foi uma equação
a duas incógnitas: Tu e Eu.
Eu amei-te, vivi na ilusão
e o teu amor por mim, esmaeceu.
E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nosas ilusões...
Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem Tu nem Eu.
E porque esse amor pertence ao passado,
caiu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado!...
O nosso amor foi uma equação
a duas incógnitas: Tu e Eu.
Eu amei-te, vivi na ilusão
e o teu amor por mim, esmaeceu.
E o cupido que nos atraiçoou,
ao brincar com os nossos corações,
a flecha do amor o alvo errou,
pondo termo às nosas ilusões...
Mas, o culpado do que aconteceu,
não foi o cupido, nem Tu nem Eu.
E porque esse amor pertence ao passado,
caiu no chão, ficou esmaecido,
pergunto a mim mesmo, entristecido,
se não foi disso, o cálculo, o culpado!...
(02/09/65)
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